Publicado por: Flávia em: 10 Dezembro, 2009
Preconceito existe, existiu e infelizmente sempre existirá sobre a crosta terrestre. Não, não vim hoje discutir temas óbvios acerca disso, mas sim uma coisa que já vem me incomodando há um certo tempo: preconceito contra universidades.
O negócio é simples: muita gente acha que se você não estuda na USP, por exemplo, você não tem competência para ocupar determinadas vagas no mercado. Eu, como estudante de jornalismo, sinto na pele isso. Já trabalho na área há quase dois anos em uma assessoria de imprensa, mas quero mudar de estágio, conhecer coisas novas e, principalmente, aprender algo novo. Não estudo na Cásper Líbero, PUC, ou ECA, estudo na FIAM. Diariamente mando currículos para diversas redações de revistas ou jornais daqui de São Paulo e raramente consigo alguma entrevista. Claro que emprego tá difícil pra todo mundo, mas agora pergunto: se no meu currículo estivesse escrito o nome de uma das três universidades que citei acima isso seria diferente? A resposta é sim. Não estou negando a qualidade ou competência dos alunos que estudam lá, mesmo porque eu mesma prestei vestibular e não passei. O fato é que descartar um candidato simplesmente porque ele não estuda em uma das melhores faculdades do país não me parece muito inteligente.
Para exemplificar ainda mais, tem um caso que testemunhei de perto: trabalhei durante meses com um garoto estudante da Cásper. O cara era um tapado, falava mal e escrevia pior ainda (tinha textos sem coesão, não sabia a diferença entre mas e mais, não sabia usar o verbo haver e ainda falava coisas do gênero “para mim fazer”). Como ele foi aprovado no vestibular é uma coisa que eu me pergunto até hoje, mas isso não vem ao caso. Por outro lado, conheço uma estudante também de jornalismo da Unip que tem simplesmente um dos textos mais claros e concisos que já li na vida, sem contar na perfeição da gramática e da facilidade que ela tem em se comunicar. Numa triagem de currículos quem sai na frente? Pois é…
Além do preconceito contra as faculdades não tidas como as melhores do País, existe um outro obstáculo: a galera do Recursos Humanos. Que atire a primeira pedra aquele que nunca passou por uma situação desagradável por causa daquelas ridículas dinâmicas de grupo. Elas são necessárias para algumas vagas, sei disso. Por trás de toda aquela babaquice deve ter algo realmente relevante a ser considerado por aqueles malignos entrevistadores, mas o que não entra na minha cabeça é por que que para jornalismo também existe isso. Desculpa, mas duvido muito que só de saber que animal eu gostaria de ser já dá pra sacar que eu seria uma boa estagiária ou não. Duvido também que brincar de escravos de Jó de olhos fechados faz ou não transparecer meu tino para o jornalismo. Ah, me poupe! Já tive que fazer todas essas coisas idiotas para no fim contratarem alguém da ECA justamente porque é da ECA (acho que ficou claro quando eu disse que meu problema não é com os alunos das “grandes faculdades”, mas sim como em uma seleção eles são exaltados e os outros mal são levados em consideração, né?).
Sei que vagas de estágio das grandes empresas de comunicação são divulgadas somente para alunos do tripé Cásper-Puc-Eca. Protesto contra esse preconceito burro. Também existem ótimos alunos em outras universidades, ainda que em menor escala, se comparado com aquelas. Falta sensibilidade e um pouquinho de coerência. Não é porque neguinho estuda na Uni Dunitê que ele não pode ter talento e um texto perfeito. Vamos acordar, né, gente! Como alguém pode ter oportunidade de mostrar o que sabe se tem o currículo atirado com desprezo na lata de lixo logo abaixo da mesa de quem faz a seleção? Não falo isso por “coitadismo”, mesmo porque estudo na FIAM, mesma faculdade que grandes jornalistas como Sandra Annemberg e Glenda Koslowisky se formaram, além de também estar no ranking das melhores de São Paulo. O que questiono é o método pouco inteligente e muito injusto de se desclassificar um excelente candidato de qualquer outra instituição que não as exaustivamente citadas, sem ao menos conhecê-lo pessoalmente e testá-lo. Triste viu…
PS: e se você , coincidentemente, estiver procurando uma estagiária / freela, tô aceitando propostas! =D
Publicado por: Flávia em: 15 Outubro, 2009
Aprenda como controlar melhor os gastos pessoais e evitar o fantasma das dívidas
Planejar como gastar o dinheiro e controlar o orçamento doméstico são tarefas árduas para boa parte da população. Para os homens, o lançamento de um game de ação ou um carro zero da moda enchem os olhos, mas esvaziam os bolsos. Já para as mulheres, um sapato alto ou um vestido mais ousado podem dar início a uma dívida que tende a crescer, crescer e crescer…
Para não cair nas tentações das grandes promoções ou extensos parcelamentos, Carlos Stempniewski, mestre em economia pela FGV e professor de Administração das Faculdades Integradas Rio Branco, mostra que simples procedimentos podem ajudar muito a evitar um endividamento. “O primeiro passo é analisar sua necessidade de adquirir as liquidações e procurar passar longe delas”, afirma, enfatizando que normalmente preços baixos estimulam a compra de bens que, muitas vezes, não são tão necessários à vida cotidiana. Outra dica com relação a gastos supérfluos é analisar e enumerar prioridades. “Comprar uma TV nova para encostar a outra nem sempre é uma boa decisão, mas adquirir um computador que vai melhorar sua performance profissional é mais racional”, pondera o especialista.
Maria Lúcia Silva, 47, é doméstica há mais de 20 anos e controla todo o orçamento de casa, onde mora com seu filho Allan, 21 anos. Lúcia afirma que a renda do lar é obtida somente através do trabalho dela, pois o rapaz está desempregado há cerca de três meses. “Todo meu salário entra de um lado e sai do outro. Se hoje recebo, amanhã tenho água, luz, telefone, gás, alimentação e aluguel pra pagar, não sobra quase nada”, diz. Stempniewski dá a dica para quem tem o orçamento um pouquinho mais frágil: “Pode parecer lorota, mas fechar a torneira com frequência, não abusar do telefone e lembrar-se sempre de apagar a luz quando deixar um ambiente são atitudes imprescindíveis para quem quer economizar”.
Cuidado com o cartão de crédito! Para quem não se controla e compra tudo que tem vontade, este pode ser o grande vilão causador de dívidas. Temos que lembrar que além do valor pago, ainda tem os juros altíssimos cobrados pelas operadoras, chegando a mais de 10% ao mês, segundo o professor. “Mas se você conseguir administrar o seu cartão e pagar o total da fatura no vencimento, ótimo. Caso contrário, cancele-o imediatamente e utilize somente a função débito”, aconselha.
Para os consumistas e baladeiros de plantão, a dica é simples e fácil de ser seguida. De acordo com Carlos Stempniewski, diminuir as cervejas da balada e até mesmo deixar o carro na garagem já fazem uma diferença no orçamento ao final do mês. “As bebidas costumam ser caras nesses lugares, sem contar os gastos com gasolina e estacionamento. Experimente tomar uma dose ao invés de três e vá, uma vez ou outra, de transporte coletivo. É mais barato e seguro para aqueles que gostam de beber”, recomenda o professor.
Se de um lado há os solteirões que curtem uma noitada, do outro há os casais de namorados. Namorar dá gasto (e bastante!), mas como fazer para não se afundar financeiramente? “Reduzir o número de saídas para melhorar a qualidade dos lugares pode ser uma boa solução”, avalia o economista. “Ao invés de ir semanalmente na costumeira lanchonete e cinema, por que não aguardar uns dias economizando e ir a um restaurante mais caro no fim do mês?”. Tirando os excessos de um lado e compensando do outro, fica fácil manter o orçamento em equilíbrio. “Viver com economia, mas sem traumas ou severas restrições, deixa o bolso mais cheio e a consciência tranquila”, finaliza Stempniewski.
Publicado por: Flávia em: 10 Setembro, 2009
A compulsão sexual é uma doença que não possui cura, mas sim tratamento
Sudorese, mau humor, ansiedade, mudança no comportamento, alto nível de stress. Estes são sintomas comuns em mulheres acometidas pela ninfomania (ou satiríase, para os homens). O distúrbio, que nada tem a ver com “safadeza”, caracteriza-se pelo insaciável desejo sexual, segundo a psicóloga Dra. Guydia Patrícia Costa. Outra característica do transtorno sexual é a falta do envolvimento afetivo, pois o paciente costuma ver o parceiro apenas como um objeto de desejo. Também conhecida como DSH (Distúrbio Sexual Hiperativo), a doença é mais séria do que pode parecer. “Não se trata apenas de uma disfunção sexual, mas sim uma desarmonia psico-sexual que, dependendo dos casos, necessita de acompanhamento psicológico”, diz.
O DSH não é algo de outro mundo e tem suas origens explicáveis. Geralmente a pessoa com compulsão por sexo já apresenta comportamento compulsivo desde criança, seja por doces ou por outros elementos, segundo a especialista. “O mecanismo da compulsão é o mesmo, só muda o objeto”, afirma.
O transtorno de sexualidade, tão prejudicial à saúde, faz com que o portador da doença tenha seu cotidiano afetado drasticamente, uma vez que a súbita necessidade de ter relação sexual o acomete em momentos inesperados. “Sinto uma necessidade quase visceral de ter esse tipo de sensação todos os dias”, afirma Vinicius Machado, 23, ator e escritor. De acordo com a psicóloga, essa necessidade profunda é uma compulsão não relacionada à produção de hormônios sexuais, diferente do que muitos pensam. “É possível até compará-la com a compulsão por comida, bebida ou compras”, afirma. Apesar do distúrbio causar alterações na vida cotidiana do paciente, muitos deles não se consideram com problemas. “Eu vou considerar a ninfomania uma doença quando começar a prejudicar a vida das pessoas que eu gosto. Por enquanto, para mim é apenas um hábito de que gosto muito”, diz Machado.
Apesar de conhecido por muitos, o DSH é um distúrbio que nem sempre é identificado pelo portador. “Costumo ter relações de cinco a seis vezes por semana com meu namorado, mas, por mantermos um relacionamento aberto, aos finais de semana sempre conheço outras pessoas. Não acho que tenho problemas, gosto de sexo e não considero isso uma doença”, afirma Fernanda Silva, 22, estudante.
Quando o sexo vira um drama
O excesso de apetite sexual nem sempre é positivo em uma relação. O momento de intimidade de um casal muitas vezes pode tornar-se angustiante para o parceiro de um viciado em sexo. “No começo, você pensa que é muito especial porque o companheiro manifesta desejo o tempo todo. Depois, quando a realidade se revela e você percebe que o desejo não é exatamente dirigido a você, mas que ele existe por si só, e que o objeto desse desejo pode mudar várias vezes ao dia, o seu coração se despedaça”, diz Silvana Lacerda, 38, jornalista. A compulsão sexual do parceiro pôs fim ao relacionamento de Silvana, deixando cicatrizes sentimentais. “Após várias traições, demorei dois anos para me refazer e precisei de muita terapia para ter coragem de me envolver de novo. O medo de sofrer novas humilhações me impedia de dar abertura a um relacionamento mais profundo”, afirma.
Outro caso semelhante ocorreu com o autônomo Fabiano Amaral, 27. Ele afirma ter namorado uma garota ninfomaníaca e que o relacionamento ficou insustentável quando sua vida social foi afetada. “Eu já nem podia mais almoçar com a família aos domingos porque era impossível estarmos todos reunidos. Ela sempre dava um jeito de me chamar e se esconder em algum canto da casa para termos relações. E isso acontecia várias vezes durante todo o dia. No começo achava divertido, mas depois eu não tinha mais paz”, diz. Apesar de Fabiano considerar o sexo um elemento muito importante numa relação amorosa, o rapaz teve que interromper o namoro por causa da compulsão de sua companheira. “Muita gente pode achar maravilhoso namorar uma pessoa assim, mas posso garantir que não é nada saudável. Havia momentos em que eu me sentia completamente sufocado, não me sentia amado ou valorizado, eu tinha a obrigação de satisfazê-la (o que era impossível) e somente isso. Assim não há amor que aguente”, finaliza.
Especialistas recomendam o auxílio médico logo nos primeiros sintomas para dar início ao tratamento desta compulsão. “A psicoterapia é bastante indicada nesses casos, mas o mais importante é que se tenha consciência e assuma o problema, sem medo e sem culpa”, explica a Dra. Guydia Patrícia Costa.
Publicado por: Flávia em: 30 Junho, 2009
Quem tem uma conta no twitter sabe que já há alguns dias a tag #forasarney tem estado em evidência. Ok, acho digno, acho lindo, acho que é um interesse justo e democrático que temos de manifestar nosso descontentamento e desapontamento com relação ao Congresso. Acho bacana também as manifestações reais, como as passeatas que aconteceram em São Luis semana passada, agora leiam isso publicado hoje no Estadão: Subcelebridades brasileiras acham que sabem fazer política via twitter.
Pedir ajuda do Ashton Kutcher, ator de Hollywood NORTE-AMERICANO, para colaborar virtualmente com o afastamento do presidente do senado BRASILEIRO? Ah, pelo amor de Deus né, gente!!! O cara agiu muitíssimo bem, resposta melhor impossível. Não faz sentido algum. É como se o Humberto Martins quisesse dar seus pitacos sobre a questão de Guantanamo. E o que é mais impressionante é que não foram só desconhecidos que foram até o perfil do Kutcher “pedir ajuda”. Conhecidos como Marcos Mion, Rodrigo Scarpa, Sandy&Jr (na verdade só o Júnior, mas se eu falasse somente Júnior ninguém saberia quem é) e até Macelo Tas entraram nessa mobilizaçãozinha atrás do cara que eu classifico como a coisa mais ridícula que já vi nesses meus 21 anos de vida. Realmente lamentável…
Publicado por: Flávia em: 22 Junho, 2009
Já não aguento mais ler taaaanta reclamação quanto ao fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Mantive-me quieta, mas agora vou dizer: queridos colegas de profissão: não temais! Sempre haverá espaço para os talentosos e competentes jornalistas diplomados. Repito: TALENTOSOS E COMPETENTES.
Acredito que quem discordou da decisão do STF pensa que um diploma de graduação em jornalismo pode ser usado como uma bengala para um corpo capenga. Não adianta ter um belo canudo da USP, almejado com tanto esforço, se a sua vocação (sim, vocação!) para a profissão não existir, ou até mesmo a falta de empenho, porque agora vem um graduado em economia, por exemplo, e leva sua vaga. Não adianta achar que um diploma da Faculdade de Navarra te torna o melhor jornalista do mundo (vale lembrar que o nome da Instituição de Ensino conta muito num processo seletivo, mas não é o diferencial). Injustiça? Não acho. Acho que acima de tudo deve haver a garantia da qualidade da informação rápida e precisa ao público. Não creio que seja realmente apenas um pedaço de papel timbrado e carimbado que possa garantir isso.
A muitos pode soar estranha essa minha afirmação, ainda mais que sou estudante de jornalismo, mas a verdade é que não me assombro e não penso que meu diploma não me servirá de nada. Uma vez li no twitter: “os bons sobreviverão”. Podem ter certeza disso.
E estudantes que estão neste exato momento na Paulista protestando, uma dica: voltem às salas de aula e leiam diariamente, pois enquanto vocês aí fazem barulho, tem muito historiador, economista, escritor, querendo seus lugares nas principais redações do Brasil…