Cotidiano

O absurdo da saúde pública

Posted on: 2 Julho, 2008

Hoje pela manhã, em minhas incansáveis leituras por todos os sites de notícias, deparo-me com uma manchete assustadora: Mulher morre sem atendimento em hospital de Nova York. E mais assustadora que a própria manchete, é o vídeo que a acompanha.

Gravadas pelo circuito interno da clínica onde ocorreu a morte, as imagens deixam claras todo o descaso tanto do segurança (aquele que aparece sentado e, mesmo vendo a mulher caindo, permaneceu na mesma posição) quanto das pessoas que também aguardavam por um atendimento. Realmente fiquei impressionadíssima com a falta de reação das pessoas que estavam ali na hora da agonia da mulher. Coincidência ou não, o fato aconteceu no bairro do Brooklyn, periferia de NY, e com população predominantemente negra. A vítima era negra.

Antes que pensem que neste post defenderei meus irmãos de cor , dizendo que a morte ocorreu só porque a coitada da mulher era negra, já digo que não penso assim. Os fãs do Michael Moore entenderam. No começo do ano o cara lançou mais um documentário alfinetando o sistema norte-americano. E dessa vez o setor alfinetado foi o da saúde. No filme Sicko – SOS Saúde, Moore mostra toda a realidade, ou melhor, toda a farsa que são os planos de saúde nos EUA. A verdade é que se você tem dinheiro pra bancar um plano bom, ótimo. Se não, desculpe mas nesse caso você está f*. Além de explorar a situação calamitosa do sistema público de saúde, Moore mostra o outro lado. Ele pega países como Inglaterra, por exemplo, onde o sistema é referência mundial e funciona super bem. Infelizmente, para a mulher do Brookyln, a saúde pública, mais uma vez, não funcionou.

Deixando de lado os problemas da potência lá de cima, quem me dera se isso só ocorresse por lá. Aqui no Brasil não é muito diferente (aliás, quem assistiu ao documentário viu que nos EUA o buraco é mais embaixo) e o nosso sistema público ainda precisa de muuuita melhora. Cenas como aquela não são raras por aqui, diariamente morrem brasileiros e brasileiras largados nos corredores de hospitais e postos de saúde. Triste realidade, muito triste. Mas vamos lá, Brasil!

1 Response to "O absurdo da saúde pública"

rsrs é de foder com as calça do palhaço né?

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