Cotidiano

SK8 Nacional

Posted on: 18 Setembro, 2008

O skate no Brasil, ainda pouco valorizado, vem crescendo e ganhando destaque entre os esportes sobre rodas

  

   Nas grandes metrópoles é comum encontrar adolescentes com calças caídas, camisetas largas e um skate nas ruas e calçadas. Entre uma manobra e outra, o esporte foi se tornando popular e hoje já possui milhões de praticantes em todo o mundo.

 

   O início de tudo deu-se de uma forma peculiar. Em algumas cidades dos EUA (como Los Angeles, Chicago, Nova York dentre outras) algumas lojas de brinquedos notaram que as crianças, quando quebravam a parte de cima do patinete, continuavam brincando com a parte de baixo, algo muito semelhante ao skate. O brinquedo novo surgiu para o mundo mesmo somente em meados dos anos 60, quando surfistas californianos implantaram rodinhas de patins em uma madeira comprida que lembrava uma prancha de surf. No Brasil, a primeira pista de skate foi inaugurada em 1974, no Clube Federal do Rio de Janeiro, mas foi a partir da década de 1990 que o skate teve a sua maior evolução no país, não só em mercado, mas também em crescimento de praticantes, organização do esporte e exposição na grande mídia, o que o deixa em evidência.

 

   Por conta de variações seja no formato do skate, seja pelo tipo de movimento, existem diversas modalidades do esporte tais como o street skate, que é praticado com obstáculos encontrados nas ruas como bordas, corrimãos ou paredes, e o skate downhill longboard, que consiste em descida em ladeira, com derrapadas e trocas de pé, assemelhando-se bastante ao surf.

 

   Tratando dessas duas modalidades, a primeira é sem dúvida a mais popular, justamente por ser facilmente desenvolvida. O maior nome brasileiro do estilo é Sandro Dias, que é pentacampeão mundial pela World Cup Skateboarding. Já a segunda modalidade exige locais apropriados, ladeiras íngremes e é necessário muito mais velocidade, o que aumenta as chances de acidente. No Brasil, merece destaque nessa modalidade o skatista Sérgio Yuppie.

 

Organização

 

   Com toda admiração e respeito que o skate adquiriu, se fez necessária a criação de uma organização que representasse os interesses do esporte. Foi assim que a Federação Paulista de Skate foi fundada no ano de 2000 e desde 2006 é presidida por Renato Nogueira Coimbra. Sandro “Testinha” na vice-presidência, Daniel Kim, diretor técnico e Roberto Maçaneiro, diretor de Projetos e Esportivo compõem a mesa diretora. A Federação não visa somente o desporto. Ela também participa de projetos beneficentes que prezam pelo bem-estar e responsabilidade social, dentre eles o Projeto Skate no Parque, que existe desde 2007. O projeto, além de atender aos participantes com aulas semanais de skate, conta com uma equipe de profissionais de educação física, médicos, fisioterapeutas, psicólogos e monitores a disposição dos skatistas. Também ocorrem, mensalmente, palestras educacionais que abordam temas como esporte, cidadania, meio ambiente, saúde e drogas, tudo coordenado pela Federação Paulista de Skate.

 

   Praticante há quatro anos, Henrique Oliveira, 21, mora em São Bernardo do Campo (ABC paulista). Apesar de não ter pistas para treinar perto de casa, o estudante não deixa de fazer suas manobras. “Hoje em dia, aqui no Brasil, o skate não é um esporte muito valorizado, aí o jeito é improvisar algumas rampas e etc”. Apesar das dificuldades em encontrar locais apropriados, ele garante a qualidade das pistas por onde anda. “As que eu freqüento são todas boas, mas qualquer buraquinho que tiver na pista pode causar acidentes graves”. Quando questionado se existe algum preconceito por parte das pessoas que não praticam o skateboarding, Henrique afirma: “Preconceito não, mas sempre existe aquela “zuação” de quem não sabe andar ou está começando agora”, diz.

 

   Por tratar-se de um esporte radical, é imprescindível o uso de equipamentos de segurança durante a prática. As quedas geralmente resultam em torções e até mesmo fraturas, o que pode afastar o skatista durante meses. “Andar [de skate] sem proteção é o mesmo que saltar do bungee jump sem a corda atada”, finaliza Renato Taroba, da Federação Paulista de Skate.

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