Cotidiano

Casos Dreyfus e Watergate

Posted on: 24 Setembro, 2008

(Trabalhinho do 2° semestre, aula de Teoria do Jornalismo, que eu achei esquecido no computador…)

O final do século XIX foi bastante tumultuado em relação à imprensa européia. Um dos principais acontecimentos foi o chamado Caso Dreyfus, que ocorreu em outubro de 1894.

A origem do caso deu-se quando o capitão Alfred Dryefus, judeu, foi acusado de trair as Forças Armadas francesas, fazendo um “serviço de espionagem” que favorecia os alemães. Na realidade, as provas que poderiam incriminá-lo eram falsas, todos os documentos que foram encontrados (e que seriam supostamente da autoria de Dreyfus) foram forjados. Há também o fato do capitão ser judeu,quando nessa época o anti-semitismo era comum. A farsa foi acobertada por um sentimento de nacionalismo e xenofobia que era típica da época na Europa. Dreyfus foi, injustamente, condenado à prisão perpétua e exilado para a Ilha do Diabo, nas Antilhas.

O papel da imprensa, neste caso, foi fundamental, pois ela moveu uma violenta campanha contra ele. Como base, utilizavam-se sempre do nacionalismo e do anti-semitismo, temas estes que mobilizavam a população. Indignado com a condenação do capitão, o jornalista Émile Zola publica, em 1898, no jornal literário L’Aurore uma carta ao Presidente da República Félix Faure onde defende Dreyfus e denuncia os culpados pela farsa.Com a manifestação do jornalista, criaram-se os grupos dreyfusards (que apoiavam Dreyfus) e os anti-dreyfusards (contra ele). Zola apoiava-se nas informações obtidas através dos trabalhos do chefe do serviço secreto francês Coronel Picquart. Com tais investigações ficou provada a inocência de Dreyfus.

Já em meados do século XX, ocorreu um outro caso de importância para a imprensa, porém agora no continente americano: o Caso Watergate, nos Estados Unidos. Tudo começou quando em 1972, durante a campanha eleitoral do então presidente Richard Nixon, ocorreu um assalto à sede do Comitê Nacional Democrata, partido de oposição. Dois jornalistas do The Washington Post (Bob Woodward e Carl Bernistein) resolveram investigar a fundo o acontecimento, chegando a conclusão de que Nixon tinha conhecimento dos fatos. Tal revelação levou à renúncia do presidente norte-americano em 9 de agosto de 1974.

Em ambos os casos notamos a grande influência da imprensa. No primeiro, vemos o jornalismo por um “lado positivo”, pois conseguiu mostrar a inocência do capitão francês. Já no segundo, vemos o “lado negativo”, pois com a cobertura dos acontecimentos conseguiu-se tirar um presidente do poder. No Estado Democrático a imprensa sempre terá a importante missão de divulgar os fatos e revelar a verdade, mesmo que com isso seja necessário um trabalho árduo de investigação. Com os casos Dreyfus e Watergate, fica claro o papel do jornalista diante do desenrolar dos acontecimentos, buscando a justiça acima de tudo.

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