Cotidiano

Quando a espera não tem um final feliz

Posted on: 26 Setembro, 2008

                            

A depressão pós-parto, ainda que pouco comentada, atinge milhões de mulheres no mundo

 

A gravidez, quando planejada, é motivo de grande felicidade para uma família. Um novo ser está por vir e aguardá-lo durante nove meses causa ansiedade. Porém, há casos em que a própria mãe, por distúrbios hormonais, fatores físicos ou emocionais, passa a não mais desejar a criança e passa a sofrer de depressão pós-parto.

 

No Brasil, apesar de pouco divulgada, a depressão pós-parto é comum. Segundo dados do Portal da Farmácia, ela atinge cerca de 10 a 15% das mulheres que amamentam. Os sintomas mais comuns são crises de choro, fadiga, ressecamento da boca, ansiedade e  irritabilidade, incluindo, ainda, alterações emocionais que variam em cada caso.

 

Ana Maria Cabrera, psicóloga, explica a variação hormonal que pode ocasionar em uma depressão pós-parto: “No processo de gravidez, a mulher passa por um período onde está exposta a um número grande de hormônios. Essa alteração hormonal muito grande faz com que a mulher tenha necessidades diferentes”.  Ainda segundo a psicóloga, a produção de hormônios cai abruptamente, alterando psicologicamente a mulher. “Ela lida com a perda dela (da gravidez), não vê a criança como um ganho”, diz.

 

Além da depressão pós-parto, existem também transtornos psicológicos que costumam aparecer no puerpério (período logo após o parto). Dentre eles estão a Tristeza Materna (um tipo de depressão amena) e Transtorno Bipolar (variação freqüente no humor). Apesar de a gravidade de ambos serem significativamente mais branda, ainda necessitam de atenção e cuidados.

 

Elas também sofrem

 

Não só anônimas sofrem da depressão pós-parto. Celebridades como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Luiza Thomé confessaram que também já passaram por isso. “Foi um ano e meio no buraco. Melhorei, mas foi uma luta. Tive medo de não ficar boa. Fiz tratamentos com antidepressivos e terapia”, diz a brasileira em entrevista ao site O Fuxico.

 

Por tratar-se de uma situação que envolve hormônios, não é possível prever a depressão pós-parto. Caso ela acometa, o que se tem a fazer é procurar um tratamento terapêutico para atenuar os sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida para mãe e para o bebê.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Entradas Mais Populares

Setembro 2008
S M T W T F S
« Ago   Out »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

Páginas

*

Erro: Twitter não está a responder. Por favor espere alguns minutos e recarregue esta página.

%d bloggers like this: